quinta-feira, abril 05, 2007

Memória viciada

Não é que eu não goste de fotos – eu adoro. Principalmente as mais antigas. É mágico o poder que elas têm de nos transportar para outros momentos das nossas vidas. Poder tão forte que pode ser perigoso, porque foto vicia a memória. E isso eu acho triste. Fica claro quando a gente tenta se lembrar da casa da nossa avó, ou de uma tia que visitava quando era criança. Quase sempre o que a gente se lembra tem exatamente as cores e o ângulo de uma fotografia velha em que se esbarra de vez em quando. É triste, mas é verdade. As roupas, os cortes de cabelo, os lugares de que a gente se lembra com mais vivacidade são os que foram fotografados. Os que, por infortúnio do destino, nunca posaram em frente a uma máquina fotográfica, muitas vezes ficam relegados ao esquecimento eterno. Acontece que foto não tem cheiro, não tem calor, não tem a pele encostando na outra, não tem música – e se a memória for só foto, é uma memória pela metade. Pensei nisso tudo quando me lamentava por não ter tirado nenhuma fotografia do grande reencontro que aconteceu há um mês e meio. Cheguei à conclusão de que era bobagem. Foto alguma retrataria aquilo tudo. PS: Na foto, o Monza do meu pai, as I remember it.

5 comentários:

Anônimo disse...

Tá na foto-memória, Pequena!

Alberto

Anônimo disse...

É!!!
A linda menininha aí da foto é que trago em minha memória...

Bjs

Kia

Anônimo disse...

essa viagem tá na minha memória...
pinty, negrinho...
monza batido na árvore...
vó Kilda...
ai que saudade!
bjo,
Ju

Anônimo disse...

de onde vc desenterrou essa foto?
j

Felipe Campbell disse...

Cara, é vc na foto? Que figura!!! Olha os bracinhos gordinhos. Que engraçada!!!

Beijocas