domingo, agosto 16, 2009

Vidros abertos

Aí, quando você menos espera, você aprende a cruzar a cidade. Não mais por baixo da terra, mas por cima. A prioridade é de quem vem da direita e quem tem de parar é quem já está no balão.

Você volta a usar sapatos lindos e desconfortáveis, o que é quase um plenoasmo. E não precisa mais carregar nas costas os quinze quilos do seu computador não tão portátil.

Você se perde, claro. E depois se acha, para se perder de novo em alguns minutos, e daí por diante. Mas tudo bem porque a Marisa está cantando, e tem tempo que você não escuta Marisa. Quando ela lançou os dois discos ao mesmo tempo você estava muito ocupada parindo.

E tudo bem porque faz calor e mesmo se o verão já se despede do verde, amarelando devagar as folhas das árvores, você ainda tem tempo antes de dizer tchau. Tem o sol, tem sorriso de dentinho de leite, tem um amor de barba que arranha, tem uma pressão danada te esperando na biblioteca, mas a vida é boa, e tudo bem.

E tem um carro, também. A gente fica feliz com cada bobeira.

12 comentários:

Anônimo disse...

Que bobeira nada, que usar sapato lindo é um luxo em Paris que eu pensava que só a Carla Bruni podia. Pq não dá pra andar por chatelet as (em média) 3 vezes por dia batendo o salto naquelas esteiras. Sapato bonito e andar não combinam, por isso sapato bonito já pode vir de brinde com o carro!!

Marco disse...

Quando a Marisa lançou os dois discos ao mesmo tempo eu fazia estágio e, junto com meus outros amigos-estudantes-estagiários, ouvíamos os dois discos duas vezes por dia, cada um. bons tempos.

Felipe Martins disse...

Pô, sem querer ser chato, mas eu sempre ouvi falar que ter carro em Paris, Londres, Madrid e por aí vai é desnecessário em dias de semana e uma tremenda dor de cabeça, porque você até demora mais pra chegar a algum lugar, tem dificuldade de parar e ainda tem lugar que cobram pedágio (acho que o centro de Londres é assim), justamtne para desestimular o uso do bólido.

Mas isso foi só para não perder o hábito de ser chato. Eu tô achando é bacana demais você estar curtindo isso, ainda com um som legal na caixola.

Beijocas

Mariana disse...

Então, bom mesmo é poder passear no fim de semana sem se preocupar com o horario do metrô, do ônibus ou o preço de um taxi emergencial...
Parabéns pela caranga!!! Realmente é bem mais facil manter a pose em cima de um sapato lindo se os pés não estão suados e cansados de tanto andar!!! A vida aqui é realmente mais gostosa no verão! bisous!

Anônimo disse...

me leva no seu pupu papá? :)) beijão, sá!

Ana Chalub disse...

bobeira? queisso! cada momento tem seu encanto. antes você era feliz de dar conta de andar com os meninos de metrô, carregando carrinhos e tudo mais. agora, deve se sentir meio dona das ruas da cidade (e não mais dos buracos subterrâneos). mas eu queria, mesmo, era ver as carinhas dos meninos com esse vento nos cabelos... ah, isso eu queria!

Gigi disse...

:-)

cibelle disse...

Em Philly foi a mesma coisa. Os tênis obrigatórios da época de pedestre deram lugar aos saltos na época de motorista. É um prazer dispensável - o carro - e até contraproducente em algumas cidades, mas, na maior parte do tempo, continua sendo um prazer a liberdade de ir e vir a hora que vc quiser.

Fernando Diniz disse...

Achava que o trânsito de Paris era um caos. Aí recentemente me disseram: tu não entendeste o transito então. A preferência é de quem vem da direita. Legal ver que uma brasileira conseguiu se adaptar a isso haaha. Próxima vez que eu for para aí, repararei melhor. Adorei seu blog.

Joana disse...

Estou contigo: um carro em Paris é muito bom. Os meus pés estavam precisando.
E fazer compras de supermercado com carro: não tem preço!!!

Tati_M disse...

Três vivas para o salto alto, a camisa passada no armario e a unha pintada de esmalte cor rebu. Em Paris.
VIVA! VIVA! VIVAAAA!

Anônimo disse...

Ai, Carol, que inveja! Também quero, carro e saltos altos... :-)
Beijo,
Sandra