terça-feira, dezembro 28, 2010

Pequenos prazeres do Recife



Queijo coalho, feijão de corda, carne seca, tapioca.

Engenho, igreja, azulejos e os pedacinhos de uma arquitetura colonial.

Improviso, gambiarra e a pujança da arquitetura popular (onde o Brasil é escancaradamente popular e pujante).

Ver a poesia que sai das prosas no Mercado de São José, visitar a rua Direita, a beira-rio, beira-mar, Boa Viagem.

Litoral Sul, Suape, praia, piscina, piscina e praia, que ninguém é de ferro.

Visitar Brennand (e morrer de orgulho).

Tomar cerveja gelada em copo pequeno em bar pé sujo. Ou na praia.

Mão e pé a dez reais. Conserto de roupa idem.

Sogra, cunhados, sobrinhos e toda a família que eu me fiz. E o pedaço de vida que eu me fiz no Engenho do Meio.

Bolo de rolo, pé de moleque, cocadinha - e os quilos a mais.

Frevo, forró e brega. E ouvir meus meninos cantar vou não, minha mulher não deixa não.

Chamar Recife de o Recife para virar local. E com meu sangue pernambucano repatriado, ser do Recife com orgulho e com saudade. Saudade tão grande.

5 comentários:

Leandro Wirz disse...

Lindo texto! Tu é foda escrevendo, vixe! Bem vinda à terra natal.

Caso me esqueçam disse...

ai, meu deus. inveja feia de quem tah no brasil. gah!

Anônimo disse...

Perdi meu amor, que é de recife... Seu texto me fez chorar

harley disse...

Deu até saudade de lá.

Mariana Neves disse...

Carol, adorei seu texto. Esta pernambuicaneidade que corre nas nossas veias nos matam de orgulho!!! Morri de rir com o Vou não, posso não, quero não minha mulher não deixa não. Assim que cheguei do Rio em Recife Mainha me mostrou o vídeo no Youtube, me caguei de rir !!! Realmente particularidades da nossa terra!! Beijos saudosos, pois já estou de volta ao Rio. Mari.