terça-feira, maio 17, 2011

O que se faz com ela



Ela morreu e ele fez uma exposição.


Tão bonito aquele silêncio da pequena galeria. Um livro de ouro inchado de lindas palavras de quem a conheceu. Outros artistas moldando o barro na salinha de fundo - e nas paredes, uma herança que era, ao mesmo tempo, uma artista ainda viva. A maior parte das obras etiquetada coleção particular - e os pequenos sumi-e todos vendidos.


Tem gente que posta sua tristeza no face - tem gente que faz uma exposição com ela.

4 comentários:

José Fernando disse...

O quê? Onde? Quando? Por quê?

Carol Nogueira disse...

Ei, José Fernando, leads não são o forte desse blog. ;o) Ela era esposa do meu professor de gravura. Não fui diretamente atingida pela dor dessa perda, mas pela placidez com a qual ele lida com uma dor que aparece nos olhos dele sem desespero e com a força de quem viveu um amor bonito. Não é bonita a tristeza, quando ela é bem vivida?

José Fernando disse...

Oi Carol, obrigado. Não, não é bonita a tristeza da perda, mas ela se impõe com tal força que é impossível mal vive-la.

Laura disse...

Nossa!