sexta-feira, setembro 04, 2009

Dor mental

Eu ia precisar de várias vidas para poder ser tudo o que eu queria ser quando crescesse (e a frase não é minha, é do E.). Como não deu, virei jornalista, que assim a gente finge que sabe tudo o que não sabe, mas queria muito saber.

Uma das coisas que eu queria muito saber – e para isso eu tinha que ser médica – é como exatamente se processam as reações que fazem nosso corpo expressar biologicamente certas emoções. Deve ter uma equaçãozinha para explicar como que um beliscão, por exemplo, é sentido pela pele e traduzido pelo cérebro como dor, e como isso é automaticamente interpretado pelos olhos como a ordem: favor fazer lágrimas.

Não acho que isso deva ser difícil de entender lá para quem estudou.

Difícil mesmo deve ser desvendar a equação que explique como é que nenhum beliscão na pele, nenhuma queimadura, corte ou coisa que o valha – nada, assim, físico – seja igualmente traduzido pelo cérebro como dor, gerando a mesma ordem para os olhos, ou para outro canto qualquer do corpo incumbido de expressar essa emoção.

Outro dia, por exemplo. No final do filme Once meu coração sentiu um corte frio tão fundo, mas tão fundo que era a bem dizer um infarto. Claro que não era, era só dor-tristeza-emoção, sei lá, catarse.

Eu entendo (ou não acharia difícil de entender) um beliscão fazer isso com a gente. Mas um filme? Pior.

ps. O filme foi indicação do hoje vou assim. É muito mico aceitar indicação de filme de blog?

16 comentários:

Tati_M disse...

Eh mico não Krulina, ainda mais pq este filme é bunitin mêzzz! Sem contar que a gente fica com a trilha sonora dele, que é by the way super linda, na cabeça por muito tempo....

Caso me esqueçam disse...

mico ou não, vou anotar a dica! adoro sofrer! é assim que a gente sente que tah viva...

Ana Pereira disse...

Carolzinha, ja viu o making off? Eu sou super fã desse filme....que me faz chorar como nenhum outro e me toca de uma forma que me lembro de tudo que significa amar. Eu tbm super recomendo! Hoje vou ver Once...dinovo!

Ana Pereira disse...

Carolzinha, ja viu o making off? Eu sou super fã desse filme....que me faz chorar como nenhum outro e me toca de uma forma que me lembro de tudo que significa amar. Eu tbm super recomendo! Hoje vou ver Once...dinovo!

Felipe Martins disse...

A pior dor que eu senti na vida foi no Maracanã, no dia 2 de julho de 2008, lá pelas 1h e pouco da manhã. Eu e 80 mil pessoas. Nunca vi um cenário de tristeza tão devastada, dava para sentir a dor na cara de cada um que estava ali presente.

Bloguela disse...

Olá Carol!
Sou estudante de jornalismo, e dei muias risadas com o primeiro parágrafo, em que você diz que a gente finge saber de tudo. Não é que é verdade menina.
E como funge bem!

Abraço!

Maíra Brito disse...

Carol!
Adotei esse filme recentemente, muito por acaso. Levei vários 'beliscões', tive inveja de algumas situações, me encontrei e desencontrei.
Acho fantástico esse poder das histórias, sabe?
Já teve a chance de ver 'À Deriva'.
Depois me conta o q achou.
=)
bjosss

Leandro Wirz disse...

Quero pagar o mico de aceitar a dica do blog e assistir ao filme que faz cortes frios profundos.

Leandro Wirz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro Wirz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro Wirz disse...

Os dois comentários recém excluídos eram meus e eram idênticos ao anterior. Isso sim é que é pagar mico: se atrapalhar com os cliques banais...

Anônimo disse...

Nada de mico ... vejo vários filmes indicados por blogueiros, e aliás, muitos deles entraram na minha lista de longas prediletos.

sidneif disse...

Olá, Carol!

Seus textos são arrebatadores.

É um privilégio se perder nas seus simples e ricos pensamentos....

Parabéns, menina!

Um grande abraço!
Sidnei

Chéri disse...

Eita que eu chorei no fim desse filme...

Beijos mil

Anônimo disse...

Não é mico não, Carol. Once deixa mesmo uma dor... a dor de uma realidade que é diferente do sonho, a dor de ter que sucumbir às obrigações, aos compromissos já assumidos com a vida. A dor de ter de seguir em frente, mesmo quando o sonho era outro... Dor conhecida, essa... O filme é mesmo lindo! E triste...
Sandra Paulsen

Ana Chalub disse...

tanto não é mico que acabo de aceitar a sugestão vinda... do SEU blog! bjos